Quem não pode viajar de avião?

quem não pode viajar de aviãoUma vez um sobrinho de sete anos me perguntou quem não pode viajar de avião? Fiquei intrigado com a pergunta, por que alguém não poderia fazer isto e por que diabos este menino está me perguntando isto;

A resposta para “Quem não pode viajar de avião” vei quando ele me mostrou uma revistinha dizendo que certos personagens não poderiam fazer isto por não serem aceitos nas aeronaves.

Eram vários o motivos, todos lúdicos é claro, mas fiquei pensando e na vida real será que isto não acontece também? Claro que sim e um deles é este:

O medo de voar de avião e o exemplo de JV

QUANDO OS LOUCOS SÃO OS MAIS LÚCIDOS

Um média-metragem de terror deixou uma sensação de impotência diante do incógnito e lições indeléveis para aqueles que tiveram a oportunidade de assistir.

Um vôo Além da Imaginação

Em 1983, o grande George Miller dirigiu um extraordinário thriller de terror que virou clássico, sob a produção de John Landis e ninguém menos que Steven Spielberg, para contar uma instigante história de Richard Matheson, grande contista e escritor de ficção científica. Trata-se da história de John Valentine (JV), simples passageiro de avião cujo coração temeroso o conduz a situações-limite em poucos segundos, perdendo o equilíbrio ao menor sinal de estranheza e/ou proximidade da morte. Não foi um filme comum, mas um apanhado de 4 episódios do seriado televisivo “Além da Imaginação” (Twilight Zone – vídeo), cuja versão para cinema foi feita com melhores e maiores recursos à disposição por tecnologias mais avançadas do que as do seriado.

O episódio foi estrelado por John Lithgow em um desempenho brilhante, no papel de John Valentine, cujas iniciais e a proximidade fonética do nome guardam muito mais coincidência com este articulista, que também teme aviões. É um thriller forte, com terror crescente, e é uma ótima pedida não assistir à noite e muito menos nas vésperas de uma viagem de avião, além de ter uma boa saúde cardíaca para assistir, caso o telespectador também tenha os mesmos receios de JV.

Quando este comentarista assistiu o filme pela primeira vez, com sua família, lembra que o comentário geral foi o que reescrevo no próximo parágrafo.

Abre aspas: “A loucura não é, em hipótese alguma, uma redução na capacidade visual do indivíduo tido por louco (pelo contrário, é até um acréscimo) e qualquer um de nós, se não for avisado ou não tiver o devido conhecimento, e porventura travando contato com uma suprarrealidade, pensará estar louco e acabará por ser convencido disso, podendo chegar ao manicômio, como a maioria dos tipos tidos por loucos. Assim, aquilo que chamamos de ‘loucura’ é, precisa e tecnicamente, o encontro pessoal, visual e direto com a realidade, a realidade nua e crua, que nosso pavor pré-histórico decidiu batizar de miragens, ilusões, alucinações, etc., e enquadrar tudo (tudo o que foge aos padrões, ou que ocorre mais distante de nós ou com menos freqüência) dentro de ‘muralhas estanques’, ou separar tudo por uma peneira furada, enterrando a cabeça como as avestruzes. Isto tudo pode ser discutido após ver este antológico filme, que pode, com certeza, ajudar a mudar a concepção de espaço para ‘céus’!”. Fecha aspas.

Todavia e com efeito, uma série de detalhes deste episódio (o 4º Segmento, chamado “Pesadelo a 20.000 pés” – este link da Wikipedia detalha tudo) faz ressaltar aos olhos do telespectador, que poderá conferir tudo com a devida atenção, seguindo os itens abaixo:

(1) O aparentemente louco era o mais mentalmente sadio; dizer, como CS Lewis, que a normalidade pode periclitar quando se lembrar que na maioria das vezes, os loucos tinham razão; (2) Existem seres que podem voar tão rápido quanto um Boeing e se equilibrar sobre as asas de um avião; muitas lendas e relatos dão conta de seres que poderiam “enlouquecer” e tentar derrubar um Boeing, os quais ganharam alguns nomes na história, tais como ‘gárgulas’, ‘homens-mariposa’, ‘Astraea’, ‘Feather’, “Gryphon’, ‘Screech’, “Sphinx”, ‘wyvern’, ‘dragões’ e até, devemos lembrar, o ‘chupacabras’, que também voa; (3) Os outros passageiros do Boeing também ficaram com medo: então, a diferença entre um louco e um normal é apenas a forma de expressar seus sentimentos, e, neste caso, o louco é melhor, porque é mais sincero; (4) Para muitas mentes sempre alertas, doses cavalares de tranqüilizantes para nada prestam; (5) A proibição de armas em vôo está correta, mas pode impedir uma missão salvadora; (6) Quando alguém é o único que viu e creu num evento insólito, o insólito se manifesta somente para ele, de propósito, e quase sempre ri dele; (7) Os seres que estragam veículos terrestres são muito inteligentes e malignos, pois o fazem sem deixar nenhuma pista de sua ação; (8) Como os civis que viajam de aviões poderiam tomar conhecimento de uma ocorrência dessas? (Mesmo que fosse apenas danos causados por raios); etc. Finalmente, lembro ao leitor que esta obra-prima pode ser adquirida na Internet.

Por tudo isso, o leitor percebe como vale a pena ver e rever um episódio fílmico como aquele, e é lamentável o fato de que, com tantos filmes sobre desastres aéreos e tantas refilmagens dos mesmos, até hoje ninguém tenha se disposto a refilmar, agora em 2 (duas) horas, o clássico de terror de Richard Matheson aqui comentado. Resta torcer para que este apelo indireto possa voar para bem longe, lá para Hollywood, levado nas asas de algum dos modernos jatos que a criatura alada não visitou, ou, pelo menos, influenciado pelo medo de voar ou de um encontro com o desconhecido.

Prof. João Valente de Miranda

Fonte: http://www.artigonal.com/cinema-e-tv-artigos/o-medo-de-voar-de-aviao-e-o-exemplo-de-jv-4878499.html

 

Acho que o texto acima da uma boa resposta a pergunta “Quem não pode viajar de avião?” Realmente é algo para se pensar. Nossa mente é uma caixa de surpresas e principalmente armadinhas.

Espero que você tenha gostado do post. Até ó próximo artigo(sem medo).

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